Há 8 meses
19/02/2007
16/02/2007
Não engordou mas cresceu
Pois é, os piores receios confirmaram-se: a minha “piquena” não engordou, até fez o favor de emagrecer. Entre os dias 12 de Janeiro e 1 de Fevereiro tinha conseguido engordar 140 gramas, mesmo com a gastroenterite pelo meio. De 1 de Fevereiro e até ontem, dia 15, perdeu 250 gramas. A gripe e a bronquiolite deixaram-na de rastos. A pediatra disse que era normal, mas mesmo assim tem nova consulta daqui a mês.
A boa nova é que cresceu imenso e já está no percentil 5 sem idade corrigida.
A boa nova é que cresceu imenso e já está no percentil 5 sem idade corrigida.
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G.
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14/02/2007
Gripe, bronquiolite e cinesiterapia
A primeira palavra é banal, a segunda mais ou menos, mas a terceira… nunca tinha ouvido falar. Tem sido esta a minha sina. No início de Fevereiro, nova gripe. Uma semana depois, e como a febre não baixava e a tosse era muita, fomos ao Hospital Pediátrico da Trindade. Um raio-x confirmou a bronquiolite. Além das nebulizações com Ventilan e Atrovent, e do antibiótico, o médico aconselhou a cinesiterapia, ou, para leigos como eu, fisioterapia respiratória.
Depois de uma consulta com uma médica fisiatra – com a Mafalda a ter um ataque de tosse monumental – ficaram marcadas algumas sessões. Para já foram duas, e posso dizer que os resultados estão à vista. Já dorme melhor, come melhor, embora a tosse ainda persista. Quanto à terapia, tem sido choro, muito choro. Não sei se por ser feita por alguém estranho, se pelas massagens em si. Até ao dia 28, o martírio – para ela e para nós, que custa vê-la chorar – vai continuar.
Entretanto, apareceu mais um dente. O segundo no espaço de um mês. Este foi mais ou menos pacífico, se calhar porque coincidiu com a gripe.
Amanhã tem consulta na pediatra, a dos 8 meses. A ver vamos se engordou, pelo menos, um bocadinho.
Cinesiterapia
(do Gr. kínesis, movimento + therapeia, terapêutica)
s. f., Med.,
designação dos processos terapêuticos que forçam o organismo a realizar movimentos activos e passivos.
Depois de uma consulta com uma médica fisiatra – com a Mafalda a ter um ataque de tosse monumental – ficaram marcadas algumas sessões. Para já foram duas, e posso dizer que os resultados estão à vista. Já dorme melhor, come melhor, embora a tosse ainda persista. Quanto à terapia, tem sido choro, muito choro. Não sei se por ser feita por alguém estranho, se pelas massagens em si. Até ao dia 28, o martírio – para ela e para nós, que custa vê-la chorar – vai continuar.
Entretanto, apareceu mais um dente. O segundo no espaço de um mês. Este foi mais ou menos pacífico, se calhar porque coincidiu com a gripe.
Amanhã tem consulta na pediatra, a dos 8 meses. A ver vamos se engordou, pelo menos, um bocadinho.
Cinesiterapia
(do Gr. kínesis, movimento + therapeia, terapêutica)
s. f., Med.,
designação dos processos terapêuticos que forçam o organismo a realizar movimentos activos e passivos.
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G.
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07/02/2007
02/02/2007
Recordações do final de 2006
Já estão atrasadas, é certo. Mas servem para recordar os últimos dias de 2006. O ano da minha princesa!
1 - Com a madrinha no dia de Natal
2 - A tentar mexer nos sapatos (uma fixação)
3 - Um passeio em Moledo no fim de ano
1 - Com a madrinha no dia de Natal
2 - A tentar mexer nos sapatos (uma fixação)
3 - Um passeio em Moledo no fim de ano
4 - Uma noite de passagem de ano maravilhosa: Obrigada Mónica!
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G.
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10:32
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Um mês caótico…
Uma gripe forte, uma gastroenterite, pelo meio uma viagem minha de trabalho a Londres, o primeiro dentinho… foi tudo junto. (Adenda: o pai também apanhou a gripe e a gastroenterite)
Janeiro foi um mês desgastante, mas que valeu a pena por cada sorriso que recebi e continuo a receber. O melhor de tudo: come muito melhor e com mais prazer.
Não é nada esquisita com a comida. Come todo o tipo de sopa e nunca fez reacção a nada. Ontem foi dia de sopa com peixe, uma preparação para a açorda e farinha de pau… a ver vamos. Agora, e quando fizer os 8 meses, vai começar a comer as papas com glúten, as bolachas, o pão, e os iogurtes. Para já come duas sopas – ao almoço com carne e ao jantar a de legumes – bebe dois biberões de leite (já consigo dar-lhe 180ml) e a papa à hora do lanche.
Com a gastroenterite, que durou uma semanita, ela perdeu peso. Mas rapidamente o recuperou. Ontem, na consulta de desenvolvimento no Hospital de Gaia, a neonatologista disse que ela estava óptima para o tempo que tem – 7 meses, mas 6 em idade corrigida – e que não me preocupasse muito com o peso, pois o crescimento dela foi sempre regular. É pequenina, é verdade, mas faz tudo o que deve para a idade que tem.
Janeiro foi um mês desgastante, mas que valeu a pena por cada sorriso que recebi e continuo a receber. O melhor de tudo: come muito melhor e com mais prazer.
Não é nada esquisita com a comida. Come todo o tipo de sopa e nunca fez reacção a nada. Ontem foi dia de sopa com peixe, uma preparação para a açorda e farinha de pau… a ver vamos. Agora, e quando fizer os 8 meses, vai começar a comer as papas com glúten, as bolachas, o pão, e os iogurtes. Para já come duas sopas – ao almoço com carne e ao jantar a de legumes – bebe dois biberões de leite (já consigo dar-lhe 180ml) e a papa à hora do lanche.
Com a gastroenterite, que durou uma semanita, ela perdeu peso. Mas rapidamente o recuperou. Ontem, na consulta de desenvolvimento no Hospital de Gaia, a neonatologista disse que ela estava óptima para o tempo que tem – 7 meses, mas 6 em idade corrigida – e que não me preocupasse muito com o peso, pois o crescimento dela foi sempre regular. É pequenina, é verdade, mas faz tudo o que deve para a idade que tem.
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G.
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08/01/2007
O nascimento da minha “bebé de ouro”
Finalmente, e com quase sete meses de atraso, vou contar como foi o nascimento da nossa bebé de ouro – como um dia lhe chamou o meu médico. A gravidez em si foi complicada. Estive de baixa por “gravidez de risco” mais de cinco meses. A causa foi “descolamento da placenta” logo nas primeiras semanas de gravidez. Fui por diversas vezes parar às urgências do hospital. Saia de lá umas horas depois com a informação: “o coração continua a bater, mas precisa de repouso”. E assim foram passando os meses.
Em Maio deste ano, e porque a tensão estava um pouquito alta e a bebé estava com pouco peso, entrei novamente de baixa, e ia às consultas de 15 em 15 dias. Até que a 8 de Junho, na consulta das 36 semanas, o médico marcou o parto para dia 22 desse mês, teria 38 semanas. Estava tudo bem com a bebé e isso via-se na ecografia.
No dia seguinte, levantei-me, tomei o pequeno-almoço e fui para o computador. Ao contrário do habitual, não senti os movimentos da Mafalda. Resolvi comer um bocadito de açúcar, bati (levemente) na barriga e nada. Comecei a ficar preocupada. À hora do almoço, e como ela continuava sem se mexer, resolvi ir às urgências de Hospital de Gaia pois é lá que trabalha o meu médico. Não consegui falar com ele, mas deixei-lhe uma mensagem a dizer o que se passava.
Cheguei ao hospital e fiquei à espera. Como a fome apertava, bebi um iogurte e comi umas bolachitas. Uma enfermeira chamou-me e pôs-me as cintas do CTG. Na mão tinha um pequeno aparelho que teria que tocar cada vez que a bebé se mexesse. Ouvir o coração, ouvia-se, e bem. Mas quanto movimentos, nada. Depois de uma hora com as cintas, fui vista por uma médica que me fez uma ecografia. Aparentemente, a bebé estava bem, e o coração batia. Mas por causa das dúvidas, a médica resolveu chamar uma colega que viu que algo de errado se passava. Os batimentos cardíacos eram muito uniformes, sempre nos 152 bpm, e ela não se mexia. Disseram logo que teria de ficar internada para observações. Foi um choro tremendo. Não tinha preparado nada, nem a minha mala nem a da bebé.
Deram-me uma camisa do hospital e fui para o piso de obstetrícia. Enquanto isso, o meu marido foi a casa para me trazer alguns objectos de toilete e roupa. Às 21h30, e sempre com a cinta da CTG, uma médica vem ter comigo e diz vão fazer uma cesariana, pois a bebé estava a sofrer. Mas avisaram-me logo que a bebé iria para neonatologia porque era prematura. Telefonei para o meu marido e, com a ajuda das minhas irmãs, pedi-lhe para fazer a mala da bebé. Como tinha comido as bolachas e o iogurte, tinham que atrasar a cesariana. Não sei que horas seriam quando finalmente me levaram para o Bloco de Partos. Perguntaram-me se queria anestesia geral ou epidural. Escolhi a epidural. Como sabia que não ia ficar com a bebé, queria vê-la mal nascesse. E assim foi. Para mim foi tudo rápido, não sei quanto tempo demorou, pois houve uma altura em que deixei de ligar às horas. Sei que ela nasceu às 00h31, pois perguntei logo à médica. Também quis saber quanto pesava. Foram as minhas únicas perguntas. Disseram 2 quilos.
Não a vi quando nasceu, apenas quando a levaram para neonatologia, só ouvia o seu choro forte enquanto a limpavam e faziam os testes. E foi ai que chorei.
Quando a vi, embrulhada num pano verde, reparei que era pequenina, mas tinha uns olhos lindos, grandes, arregalados…
Por causa da cesariana, só a consegui ver 36 horas depois. A anestesia fez-me mal e fartei-me de vomitar. Ou era quando me tentava levantar ou era quando falava com alguém ao telefone. Foi a parte mais horrível. Com uma vontade de ver a bebé e não conseguir.
A Mafalda nasceu dia 10 de Junho e, soube depois, com apenas 1,890 quilogramas. Além de prematura, só por ser às 36 semanas, ela era uma bebé de baixo peso. Mas nunca necessitou de respiração assistida e com um dia já bebia do biberão. Não houve necessidade de ser entubada. Se tudo estivesse bem, ela rapidamente iria para casa. Mas não estava. Ao terceiro dia descobriram que ela tinha um sopro cardíaco. Não sabiam de que tipo, nem se fecharia sozinho. Os médicos decidiram que era melhor ela ser vista pelos especialistas de cardiologia pediátrica do Hospital de S. João. E lá foi ela, na incubadora, acompanhada pela enfermeira-chefe e por um médico. Duas horas depois regressaram. As notícias não eram boas nem más. Iriam tentar uma medicação para ver se o sopro fechava. Se não fechasse, teria que ser operada. Não se sabia era quando. Depois de tentarem por duas vez com a medicação, o sopro não fechou. Tinha mesmo que ser operada. Veio para casa dia 28 de Junho – foi a minha prenda de anos, o meu aniversário era a 30. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Finalmente o berço ao lado da cama, e 18 dias depois, iria ser ocupado. A família, avó, tios, primos estavam todos com uma enorme vontade de a ver, pois na neonatologia só os pais e os avós (por uma vez) é que a podiam visitar.
A Mafalda foi operada em Agosto, com apenas 2 meses e meio. Noutro post, que será também longo, contarei o resto da história…
Em Maio deste ano, e porque a tensão estava um pouquito alta e a bebé estava com pouco peso, entrei novamente de baixa, e ia às consultas de 15 em 15 dias. Até que a 8 de Junho, na consulta das 36 semanas, o médico marcou o parto para dia 22 desse mês, teria 38 semanas. Estava tudo bem com a bebé e isso via-se na ecografia.
No dia seguinte, levantei-me, tomei o pequeno-almoço e fui para o computador. Ao contrário do habitual, não senti os movimentos da Mafalda. Resolvi comer um bocadito de açúcar, bati (levemente) na barriga e nada. Comecei a ficar preocupada. À hora do almoço, e como ela continuava sem se mexer, resolvi ir às urgências de Hospital de Gaia pois é lá que trabalha o meu médico. Não consegui falar com ele, mas deixei-lhe uma mensagem a dizer o que se passava.
Cheguei ao hospital e fiquei à espera. Como a fome apertava, bebi um iogurte e comi umas bolachitas. Uma enfermeira chamou-me e pôs-me as cintas do CTG. Na mão tinha um pequeno aparelho que teria que tocar cada vez que a bebé se mexesse. Ouvir o coração, ouvia-se, e bem. Mas quanto movimentos, nada. Depois de uma hora com as cintas, fui vista por uma médica que me fez uma ecografia. Aparentemente, a bebé estava bem, e o coração batia. Mas por causa das dúvidas, a médica resolveu chamar uma colega que viu que algo de errado se passava. Os batimentos cardíacos eram muito uniformes, sempre nos 152 bpm, e ela não se mexia. Disseram logo que teria de ficar internada para observações. Foi um choro tremendo. Não tinha preparado nada, nem a minha mala nem a da bebé.
Deram-me uma camisa do hospital e fui para o piso de obstetrícia. Enquanto isso, o meu marido foi a casa para me trazer alguns objectos de toilete e roupa. Às 21h30, e sempre com a cinta da CTG, uma médica vem ter comigo e diz vão fazer uma cesariana, pois a bebé estava a sofrer. Mas avisaram-me logo que a bebé iria para neonatologia porque era prematura. Telefonei para o meu marido e, com a ajuda das minhas irmãs, pedi-lhe para fazer a mala da bebé. Como tinha comido as bolachas e o iogurte, tinham que atrasar a cesariana. Não sei que horas seriam quando finalmente me levaram para o Bloco de Partos. Perguntaram-me se queria anestesia geral ou epidural. Escolhi a epidural. Como sabia que não ia ficar com a bebé, queria vê-la mal nascesse. E assim foi. Para mim foi tudo rápido, não sei quanto tempo demorou, pois houve uma altura em que deixei de ligar às horas. Sei que ela nasceu às 00h31, pois perguntei logo à médica. Também quis saber quanto pesava. Foram as minhas únicas perguntas. Disseram 2 quilos.
Não a vi quando nasceu, apenas quando a levaram para neonatologia, só ouvia o seu choro forte enquanto a limpavam e faziam os testes. E foi ai que chorei.
Quando a vi, embrulhada num pano verde, reparei que era pequenina, mas tinha uns olhos lindos, grandes, arregalados…
Por causa da cesariana, só a consegui ver 36 horas depois. A anestesia fez-me mal e fartei-me de vomitar. Ou era quando me tentava levantar ou era quando falava com alguém ao telefone. Foi a parte mais horrível. Com uma vontade de ver a bebé e não conseguir.
A Mafalda nasceu dia 10 de Junho e, soube depois, com apenas 1,890 quilogramas. Além de prematura, só por ser às 36 semanas, ela era uma bebé de baixo peso. Mas nunca necessitou de respiração assistida e com um dia já bebia do biberão. Não houve necessidade de ser entubada. Se tudo estivesse bem, ela rapidamente iria para casa. Mas não estava. Ao terceiro dia descobriram que ela tinha um sopro cardíaco. Não sabiam de que tipo, nem se fecharia sozinho. Os médicos decidiram que era melhor ela ser vista pelos especialistas de cardiologia pediátrica do Hospital de S. João. E lá foi ela, na incubadora, acompanhada pela enfermeira-chefe e por um médico. Duas horas depois regressaram. As notícias não eram boas nem más. Iriam tentar uma medicação para ver se o sopro fechava. Se não fechasse, teria que ser operada. Não se sabia era quando. Depois de tentarem por duas vez com a medicação, o sopro não fechou. Tinha mesmo que ser operada. Veio para casa dia 28 de Junho – foi a minha prenda de anos, o meu aniversário era a 30. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Finalmente o berço ao lado da cama, e 18 dias depois, iria ser ocupado. A família, avó, tios, primos estavam todos com uma enorme vontade de a ver, pois na neonatologia só os pais e os avós (por uma vez) é que a podiam visitar.
A Mafalda foi operada em Agosto, com apenas 2 meses e meio. Noutro post, que será também longo, contarei o resto da história…
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